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Psicologia e Norma

Psicologia e Norma
PsicologiacomDireito

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Olá! Por conta do período de avaliações, deixaremos de postar por duas semanas. Voltaremos com as publicações no dia 01/10/2015. 




                    -Por Beatriz Cavalcante e Brenda Roque

sábado, 12 de setembro de 2015

Tema 04: Suicídio na visão Jurídica e Psicológica.


Diferente do que muitas pessoas acreditam; suicídio não é crime no Ordenamento Jurídico Brasileiro, nem mesmo a tentativa, o que se pune são as consequências de tal ato, o qual, certamente, não é lícito. Entretanto, tratar este problema com arbitrariedade é equivocado. Afinal, todos os anos são registrados cerca de 10mil suicídios no Brasil e mais de 1mi no mundo e as doenças mentais são responsáveis por 92% dos suicídios.
Assim, dentro desta temática, surgem inúmeras ramificações, como: o seguro de vida no âmbito do suicídio; o suicídio assistido, a eutanásia, ortonásia; o crime de induzimento, instigação e auxílio ao suicídio; os transtornos mentais mais comuns; sobre a faixa etária e as possíveis soluções – questões estas sobre as quais pontuaremos nesta análise.
A respeito do seguro de vida, é entendido que excluir a seguradora da obrigação indenizatória se o suicídio ocorrer no prazo de 3 anos, como postula o art. 798 do Código Civil, é errôneo; há a necessidade de uma completa interpretação do caso concreto. Devido a isto, a 3° Turma do Superior Tribunal de Justiça determinou que há a necessidade de que a seguradora prove a contratação do seguro na intenção do suicídio.
Outro aspecto importante a se relatar é sobre o suicídio assistido, a eutanásia e a ortonásia.  Tal temática é muito controversa,  questão de livros e extensos artigos, assim, falaremos brevemente a respeito. Com isso, no suicídio assistido, o enfermo tira a própria vida sem ajuda de terceiros; enquanto que na eutanásia, a morte é provocada por um terceiro, de modo, voluntário ( enfermo pede), ou, não voluntário ( a família determina, visto que o enfermo está em coma), e a involuntária ( o enfermo tem sua vontade desrespeitada), por fim, na ortonásia, o enfermo deixa de usar aparelhos e medicamentos, fazendo com que haja uma progressão natural de sua doença, o que o leva a óbito.  Todas estas modalidades são entendidas, pelo Ordenamento Jurídico Brasileiro como criminosas e que, portanto, não devem ser praticadas.
Já em relação ao crime de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio ( Art. 122, CP), primeiro precisamos saber a diferença entre as condutas típicas de seu nome: induzir ( criar a ideia para a vítima que não pensava nisso), instigar ( reforçar a ideia que a vítima já tinha em mente) e auxiliar (agir de modo secundário, favorecendo o suicídio). Entendido isto, é posto que o crime efetiva sua punição quando há consumação, ou se o resultado naturalístico é lesão corporal grave, somente. Em casos de tentativas, sem consequências para a vítima, não há punição.
Sobre os transtornos mentais, os mais comuns e presentes em pessoas suicidas são: transtorno bipolar, transtornos mentais relacionados ao uso de álcool e outras substâncias, transtornos de personalidade, esquizofrenia e outras doenças mentais. Sendo assim, a maior parte dos suicidas tinha uma doença mental não tratada. Mas, além disso, alguns fatores psicológicos também podem levar ao suicídio, como a perda recente de um emprego, perda de alguém próximo, entre outros.
Já sobre a faixa etária, entende-se que, o suicídio entre jovens e idosos aumentaram muito, onde ocupam a terceira e principal causa de morte nesta faixa etária no país. Como titula a Cartilha da Psicologia, sobre o suicídio: “ A prevenção do comportamento suicida, é um grande desafio não só para a psicologia, mas para toda a sociedade, por ser um desafio social, econômico e político.”
Portanto, tratar a doença mental é um caminho para a prevenção, ou seja, o suicídio geralmente é sinal de que a pessoa tem alguma doença mental. Assim, podemos ajudar essas pessoas ao ouvi-las atentamente, os parentes podem estimular a buscar de uma orientação de um especialista, mesmo sabendo que é difícil convencer esse indivíduo a procurar tratamento, mas é possível, com a ajuda das pessoas mais próximas, fazer com que esse indivíduo encontre forças para buscar auxílio de profissionais competentes. Pois como afirma a Cartilha da Psiquiatria sobre suicídio, a prevenção não deve ser voltada apenas para a saúde mental, e sim, também deve ser observada em todos os aspectos da saúde.


Referências:
Associação Brasileira de Psiquiatria

Conselho Federal de Psicologia







-Por Beatriz Cavalcante e Brenda Roque ;)


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Tema da Semana



Olá! Devido a estarmos no mês de Prevenção ao Suicídio (Setembro Amarelo), o post da semana será a respeito deste tema. Publicaremos no sábado nossa análise, esperamos que gostem ! ;)






                   - Por Beatriz Cavalcante e Brenda Roque ;)

sábado, 5 de setembro de 2015

Tema 03: Estatuto da Pessoa com Deficiência



No dia 06/07/2015, o Estatuto da Pessoa com Deficiência foi sancionado, o qual passará a ter vigência ao final de dezembro de 2015. Para estar aquém ao referido Estatuto foram alterados diversos arts. , em especial, do Código Civil, o que trouxe importantes modificações no Ordenamento Jurídico Brasileiro. Assim, com este estudo, traremos a análise de algumas destas modificações, enfatizando a questão de quem tem capacidade para praticar atos da vida civil e sobre a constituição da família, com suas implicações psicológicas.
Neste âmbito, devemos lembrar que, uma criança com deficiência, provavelmente terá uma vida normal: vai brincar e se divertir, vai aproveitar tudo que sua infância tem de melhor para oferecer, pois essa criança tem quem pense, cuide e se responsabilize pelos atos dela, ou seja, é dependente de alguém para praticar atos da vida civil, as mudanças ocorrerão somente a partir da adolescência. Sendo assim, o primeiro aspecto que precisamos verificar é que com esta nova lei tal realidade se altera, pois não existe mais pessoa absolutamente incapaz que tenha mais de 18 anos. Todas as pessoas com deficiência, agora terão capacidade (mesmo que relativa).
Foram, portanto, alterados arts. como: o art. 3º , CC/2002; nele todos os incisos foram revogados e o que era referente a menoridade passou a estar no caput:
 Art. 3º , Código Civil:
“São absolutamente incapazes de exercer  pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 anos”

Além disso, passou a ser relativamente incapaz “os que, mesmo por causa transitória não puder exprimir sua vontade” (anteriormente era absolutamente capaz), e revogados foram ''os que por deficiência mental tenham discernimento reduzindo'' e ''os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo''. Trazendo a tipificação do referido art. da seguinte maneira:     
  Art. 4º , Código Civil:“São incapazes, relativamente a certos atos, ou a maneira os exercer:  I-  os maiores de dezesseis e menores de 18 anos;  II-  Os ébrios habituais, e viciados em tóxicos;  III-   Os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade;  IV- Os pródigos.

Neste contexto, é importante saber, que os psicopatas serão, através de uma interpretação doutrinaria e jurisprudencial, obviamente, enquadrados no art., 4 III, CC.
Já sobre o casamento, houve a revogação de um do inciso do art. 1.548, ficando o dispositivo deste modo:      
 Art. 1.548. É nulo o casamento contraído : II- Por infringência de impedimento.

Neste cenário, entendemos que é na adolescência que ocorrem modificações fisiológicas, o amadurecimento sexual e as transformações no corpo. Na adolescência, que os problemas surgirão, pois a sociedade, em geral, impõe certos valores socioculturais. Para sociedade, os corpos das pessoas têm de estar em perfeitas condições, ou seja, tanto o físico quanto o intelectual, com isso todos tentam responder a essas solicitações que, infelizmente, são impostas por uma parte da sociedade. 
Mas apesar disso, é possível sim que uma pessoa sem deficiência se interesse por outra que possui algum tipo de deficiência, assim como pode acontecer um relacionamento amoroso entre dois deficientes. Quando eles decidem namorar sofrem problemas familiares, pois seus pais podem não aceitar de imediato, até porque a sexualidade ainda assusta, visto que muitos pais ainda tratam seus filhos adolescentes como crianças, pois não pensam que eles podem ter desejos como qualquer outra pessoa. Além da insegurança de ver seus filhos tendo um relacionamento, já que sempre estiveram aos seus cuidados; os pais tem medo desse relacionamento acarretar um distanciamento do convívio familiar diário, pois o filho  vai levar uma vida de casal de namorados: sair, passear, divertir com seu parceiro.
A partir disso, entende-se que o casamento de deficiente não é mais nulo, e nem anulável como tipifica o art. 1.550 (também alterado):
  Art. 1.550. É anulável o casamento: I -  de quem não completou a idade mínima para casar; II - do menor em idade núbil, quando não  autorizado por seu representante legal; III - por vício da vontade, nos termos dos arts.                1.556 a 1.558; V - realizado pelo mandatário, sem que ele ou o  outro contraente soubesse da revogação do                          mandato, e não sobrevindo coabitação entre   os cônjuges; VI - por incompetência da autoridade celebrante
Parágrafo único. Equipara-se à revogação a  invalidade do mandato judicialmente decretada.

 A exemplo do que foi explanado, temos o art. 6 da lei 13146/2015, Estatuto do Deficiente, o qual traz taxativamente a titulação destes novos direitos, ao afirmar que a deficiência não afeta plena capacidade civil da pessoa para: casar-se e constituir união estável; exercer direitos sexuais e reprodutivos; exercer o direito de decidir sobre o número de filhos e de ter acesso a informações adequadas sobre reprodução e planejamento familiar; conservar sua fertilidade, sendo vedada e esterilização compulsória; exercer o direito a família e à convivência familiar e comunitária e exercer o direito à guarda, tutela, curatela e adoção, como adotante ou adotando, em igualdade de oportunidade com as demais pessoas.
 E tal realidade, de fato, é possível, afinal recentemente assistimos uma matéria no Fantástico onde se passou que atualmente, estão realizando casamentos entre pessoas com deficiência mental, como foi citado a síndrome de Down, onde eles passam a morar sozinhos, contando com o acompanhamento próximo de seus familiares.
Assim, compreende-se que proibir um deficiente de casar-se vai contra a Constituição Federal, a dignidade da pessoa humana é atitude desumana. Para tanto, faz-se estritamente necessário que o portador de deficiência seja analisado por profissionais competentes, para que sua capacidade se mostre possível e possa assim ser plenamente exercida, sem qualquer discriminação.
O psicólogo poderá orientar, neste sentido, os pais e os profissionais que lidam com pessoas com deficiência, afinal quando bem orientados, melhor é o desenvolvimento e o equilíbrio afetivo, o que poderá fortalecer a autoestima.


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Tema da Semana

Olá  ;) Devido a recente divulgação nos meios de comunicação da LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015 (Estatuto do Deficiente), falaremos esta semana sobre este tema, dando ênfase em aspectos como: a perda na incapacidade na vida civil, em determinados casos, e como isso é entendido pela psicologia. 
Como já determinado, o conteúdo de nossa análise estará disponível no sábado! Boa semana e até mais ;*



- Por Beatriz Cavalcante e Brenda Roque !

sábado, 29 de agosto de 2015

Tema 02: Guarda Compartilhada.





 A Guarda Compartilhada surgiu na Inglaterra, há mais de 20 anos, de lá se proliferou para a Europa, América do Norte, Central e do Sul. Mas no Brasil, a sua utilização é recente.
         Aqui no Brasil, existe uma Lei tipificando a respeito (n° 11.698/2008) - a qual modificou os arts. 1583 e 1584, do CC/2002 – apesar disso, a guarda compartilhada era praticamente desconhecida, e, inúmeras vezes, confundida com a guarda alternada, ou simplesmente, negligenciada pelo aplicador da Lei.
            Devido a toda esta problemática, fez-se necessário a criação de uma nova Lei para tornar a guarda compartilhada mais utilizada. A Lei n° 13.058/2014, surgiu com este intuito, e é sobre isto que será explanado posteriormente.
            Portanto, precisamos compreender primeiramente os tipos de guarda existentes, que são: guarda unilateral, aquela na qual um dos pais tem a total responsabilidade pelo filho, enquanto o outro é apenas um fiscalizador. Já a guarda alternada, é qualificada como sendo aquela cujo menor alterna, por tempos pré-determinados, o convívio com os pais ( ora fica a responsabilidade com um genitor, ora com outro) – modalidade esta comum no Ordenamento Jurídico Brasileiro, mas sem tipificação legislativa. E por fim, a guarda compartilhada, objeto de nosso estudo, é aquela onde o menor é residente em apenas um domicílio, determinado previamente, mas onde a responsabilidade legal é dividida por ambos os genitores.
            Assim surge a guarda compartilhada que visa extinguir a disparidade relativa às guardas: material e jurídica, as quais são; guarda material (filho em “companhia”) e guarda jurídica ( fazer escolhas da vida civil pelo filho). O genitor que detém a guarda jurídica, quando esta é unilateral, por consequência, possui também a material, o que coloca o genitor não-guardião em uma posição meramente secundária na vida do filho.
            Para evitar o conflito acima, o Estado encontrou nesta medida uma forma de manter a co-parentalidade, objetivando defender aos interesses superiores do menor ( Art. 151, ECA).


            A psicologia, neste sentido, entende que a decisão, quanto a guarda e visitas, não vem do psicólogo, ele apenas fornecerá dados que embasarão a decisão do Juiz. Deste modo, o fundamento psicológico da guarda compartilhada, parte da convicção de que a separação e o divórcio acarretam uma série de perdas para a criança. Mas apesar disso, não podemos afirmar que a separação pode afetar a saúde psicológica da criança em todos os casos.
            A estabilidade emocional das crianças está no nível de entendimento de seus pais, mesmo os pais estando juntos ou não. Se está ocorrendo constante conflito no ambiente familiar, isto faz muito mal a saúde psicológica da criança. Assim, é um equívoco pensar que a guarda compartilhada só pode ser concedida quando os pais se entendem, visto que quando não há entendimento entre os pais, não há nenhum sistema de guarda que funcione bem.
            Um dos problemas que estes desentendimentos podem gerar é a alienação parental, a qual pode ser provocada por qualquer pessoa que tenha interesse na destruição dos vínculos afetivos da criança com o pai ou a mãe, ao utilizar-se de manipulação emocional, sem limites, induzindo o menor a pensar falsas acusações.



            Quando os pais cooperam entre si e não expõem os filhos a conflitos, minimizam a probabilidade de desenvolverem problemas emocionais, escolares e sociais. Assim a guarda compartilhada viria a amenizar este sentimento, pois o pai e a mãe não substituem um ao outro. Por isso, cada caso deve ser analisado de forma distinta e atenta, utilizando-se de profissionais capacitados.
             Também é importante lembrar que, a Lei da guarda compartilhada, denominada “Lei da igualdade parental”, é hoje regra geral logo após a separação de um casal com filhos. Isto tornou o instituto eficaz para evitar a síndrome da alienação parental, por exemplo, e, além disso, trouxe para a criança uma maior segurança, ao beneficiá-la com a oportunidade de manter uma relação saudável e equilibrada com ambos os pais.


- Por Beatriz Cavalcante e Brenda Roque.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Tema da Semana

Oi ;)Bom, o tema escolhido para esta semana foi Guarda Compartilhada, traremos assim, as implicações psicológicas e jurídicas deste assunto. Além disso, queremos comunicar que algumas normas do blog foram modificadas, visando trazer um conteúdo mais profundo e conciso, agora a postagem semanal será única. Aos sábados publicaremos parte psicológica e jurídica, ao invés de três postagens por semana. Esperamos agradar a todos! Obrigada








- Por Beatriz Cavalcante e Brenda Roque ;)